O senador eleito Flávio Bolsonaro afirmou, nesta terça-feira (22), que é "vítima de uma campanha difamatória" que tem por objetivo atingir o governo do presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar publicou uma nota em suas redes sociais rebatendo uma matéria do jornal O Globo sobre a contratação de uma funcionária em seu gabinete.

De acordo com o jornal, Flávio Bolsonaro, em seu mandato de deputado estadual, teria empregado, em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), a mãe e a esposa de um homem que é alvo de um mandato de prisão por suspeita de pertencer a uma milícia.

A publicação aponta ainda que o nome da funcionária também aparece em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). De acordo com o senador eleito, no entanto, ela foi "contratada por indicação do ex-assessor Fabrício Queiroz".

- Não posso ser responsabilizado por atos que desconheço, só agora revelados com informações desse órgão. Tenho sido enfático para que tudo seja apurado e os responsáveis sejam julgados na forma da lei - explicou.

O nome de Queiroz também apareceu em um relatório do Coaf com movimentações financeiras "atípicas". De acordo com o Conselho, a movimentação de R$ 1,2 milhão na conta do ex-assesor era incompatível com seus rendimentos. Além dele, os nomes de outros assessores de deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) também constam no documento.

Sobre o parentesco da funcionária, Flávio Bolsonaro afirmou que qualquer associação de seu nome com milícias é uma ilação. Para o parlamentar, "aqueles que cometem erros devem responder por seu atos".

- Quanto ao parentesco constatado da funcionária, que é mãe de um foragido, já condenado pela Justiça, reafirmo que é mais uma ilação irresponsável daqueles que pretendem me difamar - apontou.