O presidente Jair Bolsonaro, um declarado anticomunista, prometeu erradicar o "lixo marxista" que, em sua opinião, está instalado nas instituições educativas do país.

"Uma das metas para tirarmos o Brasil das piores posições nos rankings de educação do mundo é combater o lixo marxista que se instalou nas instituições de ensino", escreveu o capitão da reserva do exército em mensagem que publicou na sua conta do Twitter às vésperas da sua posse como novo presidente.

O presidente, com longo histórico de declarações machistas, racistas e homofóbicas, acrescentou que o objetivo do seu Ministério da Educação será "evoluir em formar cidadãos e não mais militantes políticos".

Bolsonaro considera que a localização do Brasil nos últimos lugares nos rankings sobre qualidade de educação elaborada por organismos como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) se deve às políticas do PT.

O presidente, é defensor da política conhecida como Escola sem Partido, que procura evitar que professores aproveitem sua condição para compartilhar conceitos ideológicos particulares entre seus alunos.

Bolsonaro, que foi eleito com um forte apoio dos grupos evangélicos e dos setores mais conservadores do Brasil, também criticou as políticas do PT para impulsionar nas escolas campanhas contra a homofobia e a igualdade de gênero.

O presidente anunciou como seu ministro de Educação o filósofo colombiano naturalizado brasileiro Ricardo Vélez Rodríguez, um professor de escolas de formação de oficiais do exército recomendado pelo também filósofo Olavo de Carvalho, principal ideólogo da direita brasileira.

Em suas mensagens nas redes sociais, Vélez Rodríguez antecipou que conceitos como família e valores voltarão a ser os alicerces do sistema educacional brasileiro.